O Encontro Estadual de Representantes Sindicais do Sindiágua/RS, finalizou com saldo positivo. Os cerca de 140 representantes, que estiveram reunidos em Porto Alegre, de 19 a 21 de fevereiro, reforçaram a importância da unidade da categoria e do fortalecimento da luta sindical nesse momento de transição da empresa pública para a privada.
O presidente do Sindiágua/RS, Arilson Wünsch, vê de forma positiva os resultados desse Encontro, principalmente em função do cenário que está colocado para o Sindicato e para a categoria. “Mais do que nunca a organização, a unidade e o fortalecimento da luta sindical são fundamentais. Foram três dias intensos de debates, esclarecimentos, orientações que nos fortaleceram e integraram enquanto categoria, temos que ter sempre em mente o acontecido no final do ano de 2024 quando o TCE – sob a visão que TODA A IMPROBIDADE PODE SER SUPERADA – aprovou a entrega da Corsan para a privada e nós jamais enganamos a categoria, de trabalhadores/as púbicos, quanto ao nosso futuro. A nós cabe olhar para frente e encarar os fatos e, acima de tudo, ainda confiar na justiça, especialmente nos recursos que serão apresentados em Brasília. Mas ressaltamos ainda que os direitos dos trabalhadores só se alcançam com um sindicato forte e com apoio do coletivo”, afirmou Arilson.
As experiências dos processos de privatização da CRT e da CEEE, apresentadas pelo presidente do SENERGISUL, Antônio Jailson Silveira, e o diretor do SINTTEL, Juan José Sanhez, mostraram que o que vem pela frente não é fácil, por isso a unidade da categoria é fundamental. Nesta mesa de debate, coordenada de forma brilhante pela professora Helenir Schürer, ex-presidente do CPERS e Secretária de Formação da CUT/RS, se apontou também a importância da formação da base para o enfrentamento dos desafios da classe trabalhadora e do Sindiágua após a privatização da Corsan.
Entre os encaminhamentos do Encontro, a aprovação de uma Moção de Repúdio contra o que está acontecendo na gestão da AEGEA/Corsan, além de várias propostas para a formação da pauta dos trabalhadores para o Acordo Coletivo 25/26. Também foi apresentado um levantamento das condições de trabalho nas unidades e os delegados receberam orientações para acompanhar as perícias de insalubridade que estão acontecendo em todo o Estado, uma vez que a empresa não considera a exposição direta a umidade como insalubre. Cabe lembrar que na questão da Insalubridade, a Aegea cortou de forma abrupta e sem explicação o adicional. O SINDIÁGUA/RS move ação coletiva para que o direito dos trabalhadores/as seja respeitado e a insalubridade volte a ser paga como era na Corsan pública.

 

 

Fonte: Ascom Sindiágua-RS